No vermelho: Maués-Am sob alerta de tempestade fiscal
Você curte festa, carnaval, shows mas quando a música para, já pensou em quem vai pagar a conta? Para os moradores de Maués, a ressaca pode durar muito além da manhã seguinte: pode se estender por meses ou até anos.
Com a assunção de Macelly Veras à prefeitura, o município que já é reconhecido como a “Terra do Guaraná” e detém o título de Capital Nacional do Guaraná vem sendo exposto a um rombo milionário nas contas públicas e a festa promete deixar consequências bem reais.
Contratações milionárias, sem transparência
Logo no início do mandato, a nova gestão declarou estado de emergência financeira e administrativa no município.
Apesar disso, nos primeiros meses de 2025, foram firmados mais de 50 contratos diretos (dispensa ou inexigibilidade de licitação) que, juntos, ultrapassam R$ 43 milhões.

Entre os acordos, está um contrato de cerca de R$ 3,8 milhões firmado com uma empresa aberta poucas semanas antes para prestar serviços de saúde à população.
Mas não é só isso. Mesmo com o município oficialmente “quebrado”, a prefeitura gastou R$ 7,5 milhões em contrato com uma empresa de eventos, para “serviços culturais e de festa” no município.
O que chama atenção não é apenas o valor, mas o momento quando emergia a necessidade de austeridade, contenção de gastos e priorização de serviços públicos essenciais.
Dívida, incerteza e risco de demissões em massa
Com o orçamento municipal comprometido por contratos milionários e pela declaração de emergência, cresce o risco real de ajustes drásticos nas despesas com cortes, atrasos de salários ou até demissões em massa de funcionários públicos. A preocupação não é exagerada: má gestão financeira pode comprometer inclusive serviços básicos, deixando a população sem saúde, assistência social, saneamento ou água potável justamente o contrário do que se espera em tempos de crise.
Moradores comuns, comerciantes, trabalhadores contratados pela prefeitura: todos podem ser atingidos. E o que é pior: as consequências recaem com mais força sobre quem já vive com insegurança econômica.
Quando a festa vira dívida responsabilidade e cobrar contas
Prefeitura e gestores municipais devem explicações à população. Contratar sem licitação, firmar contratos caros com empresas recém-criadas e simultaneamente decretar crise financeira: cabe ao cidadão cobrar transparência, auditoria pública e prestação de contas rigorosa.
Não se trata de demonizar cultura ou lazer muitos municípios investem com consciência mas de questionar a prioridade: quando o município anuncia “estado de emergência”, era para apertar os cintos, não para apertar os bolsos dos munícipes com novos compromissos.
O que Maués pode virar se nada for feito
Se essa equação de gastos altos e contas vazias persistir, Maués corre o risco de entrar num ciclo vicioso de endividamento, inadimplência e precarização dos serviços públicos. Isso não gera “desenvolvimento” gera miséria, desalento e instabilidade.
E a promessa de “festa boa pra todo mundo” vira fantasia de um governo fora da realidade.
Final Alerta à população
Vivemos num município que produz cultura, fruto e esperança mas também, agora, uma gestão à beira do colapso fiscal. Quem paga essa conta não são prefeitos, secretários ou empresas contratadas. Quem paga somos nós os moradores, trabalhadores, pais, filhos, consumidores.
Aqui não é sobre festa, é sobre futuro. E o tempo para exigir seriedade, transparência e responsabilidade passou.
